Março 4, 2024

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Estarrecedor: detalhes do julgamento de Jesus Cristo pelo Sinédrio

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Rogerio Souza, [11.02.20 05:29]

Ainda que você já tenha visto o chocante filme do Mel Gibson ”Paixão de Cristo”, que descreve a violência e humilhações pelas quais passou o Messias, vai precisar de estômago extra pra encarar o horror da riqueza de detalhes expostos nos livros da operação cavalo de troia.

É importante deixar claro de antemão, que eu separei apenas as partes do julgamento. Os detalhes da crucificação e das torturas podem ser ainda muito mais estarrecedores, ainda que o próprio major que viajou no tempo e descreveu as cenas, concorde comigo que as humilhações do julgamento são inigualavelmente chocantes e comoventes. Quem tiver estômago que veja.

Pra nós luciferianos, que pela bondade de Deus temos todos os ângulos da verdade pra comparar, é certamente muito mais impactante, angustiante e revoltante.

Sabemos o que aconteceu, quem são aqueles que submeteram o mestre a tamanha e desumana crueldade. E sabemos também quem é de fato o mestre, e a majestade de sua grandeza.

 

 

Relembre os momentos mais importantes e inesquecíveis de toda a história humana.

E demos todos glória a Deus nas alturas pela justiça se fazer viva.
Damos graças por hoje poder ver e ouvir tudo isso com a certeza visceral de que tudo foi e é real.

A verdade e o homem que abalou o mundo, nos abala, move e comove ainda hoje.

Não existe coincidência onde tudo coincide.

Passado, presente e futuro são momentos de uma mesma história sem fim.

Relembre a entrega pacífica e inofensiva do Cordeiro, e entenda melhor sua volta como leão.

 

A seguir trechos do livro. Em anexo vídeo e áudio com os detalhes da prisão de Jesus Cristo pelos judeus do Sinédrio 

 

” Naquele desfile de incongruências e despropósitos, um dos últimos acusadores
fez verdadeiro malabarismo. Aludindo a outra das leis judias, chegou a acusar o
Nazareno de “homicídio frustrado”. Seu débil e irrisório argumento se baseava em
outra norma que decretava a culpa daquele que golpeasse o próximo com uma
pedra de tal maneira que pudesse matá-lo.
O adestrado acusador expôs então um incidente protagonizado por uma
adúltera, salva da lapidação popular quando Jesus, dirigindo-se à multidão,
desafiou “aquele que estivesse livre de pecado a atirar a primeira pedra”.
Para o tendencioso hebreu, aquele gesto constituía delito, já que incitava ao
assassinato…
A grotesca impressão causada pela acusação diminuiu um pouco porque,
subitamente, os 23 juízes e os demais membros do Sinédrio ficaram de pé. Fez-se
um profundo silêncio e um dos saduceus, o que se sentava à direita de Caifás, saiu
de seu lugar para cedê-lo a um indivíduo miúdo e encurvado que acabava de entrar
na sala.
– É Anás! – sussurrou-me João. ”

 

” Jesus não moveu um só músculo.
O ancião, visivelmente contrariado, deixou-se cair sobre o banco, enquanto um
denso e ameaçador silêncio inundou de novo o recinto.
Em um acesso de ira, Caifás saltou de seu assento e se colocou diante de
Jesus, e ameaçando-o com o dedo, gritou-lhe:
– Em nome de Deus vivo, bendito seja!, ordeno-te que me digas se és o
libertador, o Filho de Deus… bendito seja o seu nome!
Desta vez Jesus, baixando os olhos para o pequeno e colérico sumo sacerdote,
deixou que ouvissem sua potente voz:
– Sou… E logo irei para junto do Pai. Em breve, o Filho do Homem será
revestido de poder e reinará de novo sobre os exércitos celestes.
As palavras do Nazareno, categóricas, retumbaram na sala como um golpe de
maça. Caifás recuou dois passos. Tinha a boca aberta e trêmula, e seus olhos
estavam injetados de sangue, assim como o rosto e o pescoço. Sem tirar os olhos
de Jesus, agarrou as cinco faixas que circundavam seu peito e, com um puxão, fez
saltar os passadores que as prendiam às costas.157
A sagrada ornamentação do sumo sacerdote caiu sobre o piso com um quase
inaudível ruído das agulhas de marfim tocando as lajes. E Caifás, fora de si, com a
voz congestionada e uma involuntária chuva de perdigotos saltando pelo ar,
exclamou:
– Que necessidade temos de testemunhas…? Já ouviram a blasfêmia deste
homem…! Que pensam que devemos fazer com este violador?
Os trinta saduceus, fariseus e escribas ficaram de pé como um só homem e
vociferaram em coro:
– Merece a morte! Crucificação! Crucificação!
A acelerada palpitação das artérias do pescoço de Caifás demonstrava muito
claramente que seu organismo estava sofrendo uma grande descarga de
adrenalina. E, com a mesma fúria com que havia arrancado parte de suas vestes,
voltou a encarar o Mestre e desferiu-lhe uma violenta bofetada na face esquerda.
Os anéis timbrados da mão esquerda do sumo sacerdote (cheguei a identificar uma
pedra de jaspe, uma ágata e uma coralina) feriram a maçã do rosto de Jesus e dois
finíssimos fios de sangue começaram a lhe correr pela barba.
O Galileu não deixou escapar um só lamento. Baixou os olhos. Não voltaria a
erguê-los até que a polícia do Templo o conduzisse à sala onde haviam estado
reunidas as testemunhas.
O genro de Anás voltou para o seu lugar, enquanto o coro de juízes continuava
vociferando: “Morte…! Morte…!” ”

 

” Anás não pôde controlar a situação e os juízes, imitando o sumo sacerdote,
levantaram-se e abandonaram a sala. Mas antes, um após outro, passaram diante
do Mestre e lhe cuspiram no rosto. Se não estou enganado, foram trinta
cusparadas. Ou melhor: escarros e cusparadas, em partes iguais.
Quando o Mestre passou do nosso lado, a caminho da sala onde iria ter lugar
uma das mais selvagens e deprimentes afrontas daquele dia, o discípulo virou o
rosto para o outro lado, impressionado com os repugnantes escarros que quase
ocultavam as faces e a barba do dócil Jesus. João foi tomado de fortes ânsias e
acabou por vomitar em um canto da sala.
Dessa forma, em meio a grande confusão, foi encerrada a primeira parte
daquele “julgamento”. Eram seis e meia da manhã… ”

 

” É possível que os evangelistas não nos tenham dito praticamente nada do que
padeceu o Mestre naqueles momentos e naquele lugar por desconhecimento ou por
respeito. Pessoalmente, inclino-me pelo primeiro motivo: falta de informação.
Como explicarei em seguida, João não pôde presenciar os terríveis fatos ocorridos
naquela meia hora. Os escritores sagrados fazem algumas alusões – sempre muito
superficiais, como quem não quer entrar em detalhes – sobre uma bofetada,
algumas cusparadas e golpes desferidos pelos servos do Sinédrio…
Creio, honestamente, que os evangelistas – talvez no afã de não mortificar
seus leitores com os padecimentos de Cristo – prestaram um fraco serviço à
verdade, não expondo com maior minúcia esse amargo transe do Nazareno. Ao se
conhecer com exatidão o acontecido naquela manhã em uma das câmaras do
Sinédrio, pode-se intuir que aquele foi, talvez, o momento mais amargo e
humilhante de toda a Paixão. Muito mais, certamente, que a flagelação ou a
terrorífica cena do encravamento… Entendo que, para qualquer pessoa normal – e
muito mais, logicamente, se esse homem “é” a própria Divindade –, os ultrajes e
ataques à dignidade são piores do que os golpes ou torturas propriamente ditos.
Foi o que aconteceu a Jesus enquanto os juízes deliberavam no jardim central do
edifício. ”

 

” O Mestre não pestanejou. Seu rosto, fixo nas lajes cinzentas do piso, estava
ausente.
– … Assim te negas a responder…
O criado deu-lhe as costas e avançou um curto passo, mas instantaneamente
se voltou e o esbofeteou com a mão esquerda. O golpe foi tão duro quanto
inesperado. E o corpo todo de Jesus cambaleou.
Os restos de escarros aderidos à face direita do Mestre ficaram na palma da
mão do esbirro, que, com uma careta de repugnância, sacudiu seus dedos mais de
uma vez para se livrar daquela imundície. E acabou por limpar a mão no manto do
Nazareno.
Quando o soldado ao meu lado tentou interromper aquele súbito e selvagem
ataque, um dos guardiães do Templo tomou-o pelos ombros e, afastando-o do rabi,
entregou-lhe uma pequena bolsa de couro, sussurrando-lhe que não interviesse e
repartisse aquelas moedas comigo. O suborno tornou mudo e surdo o mercenário,
que, a partir daquele momento, não saiu mais de um dos cantos da sala. Sua
satisfação cresceu quando me neguei a aceitar a minha parte.
Apesar do ressentimento que havia começado a queimar minhas entranhas,
não pude fazer outra coisa senão observar e procurar não alterar os
acontecimentos, como estabelecia o código do Cavalo de Troia.
E desde aquele instante uma chuva de socos e bofetadas começou a cair sobre
o corpo do Mestre.
De vez em quando, entre um golpe e outro, alguns dos levitas voltavam a
interrogá-lo:
– Responde…! Quantos sois? Como se chamam teus seguidores…? Quem
tomou o comando?
Jesus, com os lábios rasgados pelos impactos, não cedia. Alguns dos socos
haviam explodido contra seus olhos, provocando uma lenta, mas alarmante
inflamação.
No meio daquela iniquidade, fiquei maravilhado uma vez mais diante da
serenidade e fortaleza física daquele galileu. Muitos golpes, lançados com frieza
sobre pontos tão delicados e vulneráveis, como olhos, lábios, rins e estômago,
teriam prostrado um homem normal. No entanto, o Nazareno – ainda que chegasse
a cambalear em várias ocasiões – não deixou escapar um único gemido e
conservou sempre o equilíbrio.
O hermético silêncio do réu foi avivando o furor dos levitas e o castigo se
intensificou.
Suarentos, ofegantes, arrastados ao paroxismo e não satisfeitos com a tortura
que estavam infligindo ao Mestre, aqueles energúmenos foram em busca de um
cântaro de água, e com ele o submeteram a um dos suplícios mais angustiosos que
o homem já inventou.
Um dos sicários colocou-se às costas de Jesus e puxou-lhe violentamente os
cabelos. Automaticamente, o corpo robusto se dobrou para trás. O segundo homem
abriu-lhe os lábios, enquanto o terceiro, que carregava o cântaro, começou a
despejar água na boca do Nazareno. O líquido ia penetrando em borbotões durante
vários e intermináveis segundos, até que, finalmente, o rabi se viu atacado por um
seco e intenso acesso de tosse que pôs fim à tortura. Sem saber, aquelas bestas
humanas haviam aliviado – mas de que forma! – o sofrido organismo do
prisioneiro. (A partir do estresse registrado no horto de Getsêmani, o Mestre havia
começado a experimentar um perigoso processo de desidratação que seria
sensivelmente agravado depois dos açoites.)
O criado que carregava o recipiente de barro afastou-se para um lado e,
enquanto o levita continuava puxando os cabelos do réu, outro esbirro levantou a
perna esquerda e lançou um pontapé contra o baixo ventre do indefeso prisioneiro.
Foi uma das poucas vezes em que ouvi um gemido da boca de Jesus. A dor
deve ter sido tão lancinante que, apesar de estar dobrado para trás, o tronco e a
cabeça do Galileu se endireitaram num reflexo, ao mesmo tempo que ele
desabava, caindo com o rosto no chão.
– Estúpidos! – interveio o soldado, indo em socorro do corpo imóvel do preso. –
Será que pretendeis acabar com ele?
O policial que havia estado segurando Jesus pelos cabelos soltou uma mecha
que havia ficado entre seus dedos e, tomando o cântaro das mãos de seu
companheiro, atirou parte do conteúdo sobre a nuca do Nazareno.
Por que Jesus havia caído de bruços, não consegui perceber se ele, como eu
temia, havia perdido a consciência. Mas como continuava com os pulsos atados às
costas, os próprios criados e levitas, ajudados pelo sentinela romano, tiveram de
levantá-lo. E, quando por fim consegui ver seu rosto, um calafrio me percorreu o
corpo: Jesus empalidecera ao extremo e um dos supercílios, o esquerdo, estava
aberto, possivelmente devido ao choque com o chão. O nariz, ainda que com
alguns hematomas, não parecia gravemente lesado pela queda. Isso me fez pensar
que o Mestre ainda estava consciente no instante do choque com o solo, tendo,
talvez, “amortecido” o violento impacto com um giro da cabeça. O sangue, todavia,
havia começado a fluir em abundância, logo cobrindo a face esquerda.
Instintivamente, o Nazareno começou a respirar fundo e, pouco a pouco, foi se
recuperando, ainda que seu rosto não guardasse semelhança alguma com aquele
semblante majestoso e sereno que apresentava ao entrar na sede do Sinédrio.
O sangue começava agora a gotejar de sua barba, manchando o manto e parte
da túnica.
Os sequazes de Caífás, um pouco mais calmos, isolaram-se em um dos cantos
da sala e iniciaram outra troca de impressões. Então, aquele que se havia
desvencilhado do manto, recolheu-o do chão para lançá-lo à cabeça do rabi,
cobrindo-o. Feito isso, outro dos levitas se aproximou de Jesus, gritando-lhe entre
fortes gargalhadas:
– Profetiza, libertador…! Dize-nos: quem te pegou?
E, brandindo um bastão de uns quatro centímetros de diâmetro com a mão
esquerda, descarregou um golpe seco e aterrador no rosto do silencioso Mestre.
Este retrocedeu alguns passos, em consequência do golpe, mas, antes que pudesse
perder totalmente o equilíbrio, outro dos criados o abraçou e o sustentou em pé.
As gargalhadas provocaram um rápido contágio e, um após outro, toda aquela
multidão foi participando do desapiedado jogo.158
As bofetadas e bastonadas se sucederam por dez minutos. E a cada golpe o
agressor entoava a mesma pergunta cínica:
– Profetiza…! Quem te pegou?…! Profetiza, bastardo…!

Ali pelas sete da manhã, quando o Nazareno, encurvado e apoiado a uma das
paredes, parecia a ponto de desfalecer, entraram na sala vários levitas que
mandaram retomar o réu para enfrentar o Conselho.
Quando aqueles selvagens retiraram o manto da cabeça do Mestre, o sangue
gelou-me nas veias. Se eu não soubesse que era Jesus que ali estava, creio que
não teria sido capaz de reconhecê-lo. A bastonada – a primeira, suponho –, não
obstante o manto ter “amortecido” o golpe, havia atingido o pômulo direito e parte
do nariz, provocando edema em ambas as zonas. Esse e os demais golpes, socos e
bofetadas haviam provocado uma copiosa hemorragia nasal. O sangue emanava de
ambas as fossas e corria sobre os lábios, empapando bigode e barba.
Os hematomas dos olhos eram tão acentuados que o rabi quase não podia abrilos.
Aquele rosto ferido, inflamado, com a face esquerda ensanguentada, deixou
sem fala alguns dos criados e sicários do Sinédrio. Evidentemente, o castigo havia
sido brutal. E, para minha surpresa, vários levitas, nervosos, começaram a discutir
sobre a conveniência de lavar e tornar mais decente a face do Mestre. Não por
misericórdia, certamente, mas por temor a possíveis represálias ou recriminações
dos juízes e talvez dos seguidores de Jesus. E, por fim, um dos criados embebeu na
água que restava no cântaro uma extremidade do manto com que o haviam
coberto. ”

 

Link do Video que fiz


 

Confira nosso diálogo sobre a operação cavalo de troia:


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