Fevereiro 26, 2024

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Ogum sincretizado com a igreja católica corresponde a São Jorge.

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Ogum

é o orixá das contendas, Deus da guerra.

Leandro que me mostrou esta música, inspiração para esta matéria:

 

Orixá masculino estreitamente ligado a um Exu, a quem mitos nigerianos atribuem a comunicação da metalurgia do ferro aos homens, com o que estes dominaram a natureza; manifesta-se na forma de um guerreiro.

Seu nome, traduzido para o português, significa luta, briga, batalha.

É o orixá, o Deus dos metais e da manutenção da vida.

Ogum é a representatividade de toda forma de força e também dos exércitos e quartéis.

A magia de Ogum, aquilo que atrai a sua presença, se faz nos instantes de concussão, como por exemplo, a batida de dois objetos de metal ou ainda no ar, no mar e na terra.

Seu fascínio está no disparo, no ferro fundido.

No cotidiano nos deparamos com essa força de Ogum que nos move a acordar e ir para faculdade ou para o trabalho, correr atrás de metas e sonhos.

Ogum é a luta pela vida e pelos objetivos, é a batalha diária pelo pão de cada dia, é a freada do ônibus, de um automóvel, uma moto ou qualquer meio de transporte.

Ogum é temido guerreiro que sempre lutou sem parar contra todos que o desafiassem ou procurassem por sua fúria. É também irmão amoroso, filho de Iemanjá, irmão mais velho de Exú e Oxóssi, pelo qual sempre teve grande estima, ele que fez suas armas com suas próprias mãos.

Ogum passou para todos os seres humanos o conhecimento sobre batalhas e o trabalho com o metal, trazendo a evolução para toda a humanidade.

Dia de Ogum/ São Jorge

O dia de comemoração a Ogum é em 23 de Abril, data em que São Jorge foi degolado ao defender os cristãos em Roma. O dia específico para esse Orixá é a Terça-feira.

23 de abril, é feriado no Rio de Janeiro. Cariocas e devotos do mundo inteiro comemoram o dia de São Jorge. Padroeiro de Portugal, da Inglaterra e da Catalunha, São Jorge também é protetor dos soldados, militares, ferramenteiros e ferroviários.

São Jorge enfrentou e venceu seus inimigos e dragões, que hoje poderiam ser nossas bestas e problemas da vida.

Devoção a São Jorge cresceu no Brasil pelos escravos que, proibidos de adorar seus Orixás, passaram então a fazer seus pedidos, cultos e rituais fora das igrejas, associando a imagem de São Jorge a Ogum.

Ogum é o Orixá da guerra, do fogo e da tecnologia. Ele que criou as máquinas para a agricultura e ensinou as labores manuais.

Ele ensinou aos homens a trabalhar o ferro com o fogo.

De gênio impaciente e determinado, este Orixá usa a espada para abrir seus caminhos e derrotar seus inimigos.

Ele sempre vem em primeiro lugar, antes de todos. Representa o líder nato.

Ogum usa seu poder e sua espada para socorrer rapidamente aquele que o invoca. Mas se for invocado de um modo negativo, ele deixará sua espada se abater sobre quem foi injusto.

Protege os agricultores, os soldados, os artesãos e seus filhos e todas as pessoas que pedem a sua ajuda nas lutas, na justiça ou até mesmo por melhores condições de vida.

Orixá do elemento terra, Ogum é pleno de energia e empreendedor e suas decisões são rápidas.

Ama a liberdade, mas é a sua falta de paciência que faz com que, às vezes, se torne rude, embora não deixe de ter calor humano.

Ogum São Jorge é muito solicitado para quebrar demandas e abrir caminhos. Afastar as injustiças e inimigos.

História de Ogum

Sobre como esse guerreiro virou Orixá:

Um dia ele foi requisitado para uma batalha que não havia data certa para finalizar. Sendo assim, ele solicitou para seu filho que era o dono do trono de Irê dedicar um dia no ano em seu nome enquanto ele estivesse em batalha, toda população deveria jejuar e fazer silêncio. Dessa forma ele partiu e permaneceu durante sete anos em batalha.

Ao retornar sedento e faminto, bateu em diversas casas pedindo bebida e comida, mas ninguém o atendia, o silêncio na cidade era absoluto.

Enfurecido pela falta de consideração da população, Ogum não se controlou e dizimou toda a aldeia a fio de espada.

O Orixá só parou quando seu filho apareceu e com a ajuda de Exú, controlou a fúria do pai sem entender o que o motivou a tamanha atrocidade.

Ogum então se explicou, disse que as pessoas deveriam ter-lhe recebido com festa e presentes, mas ao contrário quando pediu uma bebida, pois estava morto de sede, eles o ignoravam.

Seu filho então o lembrou do pedido que ele fez antes de sair da vila, de um dia de homenagem em silêncio, e aquele era o dia.

Tomado por vergonha e remorso, Ogum abriu o chão com sua espada e se enterrou de pé.

A Paixão de Ogum por Oxum

Uma vez, Ogum se cansou de produzir armas de metal e decidiu fugir do vilarejo, se escondendo no meio da floresta.

Todos os Orixás fizeram de tudo para chamá-lo de volta, mas nenhum conseguiu.

Oxum, ao saber do acontecido, resolveu tentar o feito, os Orixás desacreditaram dela, mas Oxum disse que tinha seus truques.

Chegando no meio da floresta e avistando o guerreiro ao longe, Oxum começou a dançar e cantar espalhando seus encantos pela mata.

Assim que Ogum a viu, se apaixonou perdidamente, e começou a segui-la. Fingindo não vê-lo, enquanto ele a seguia, Oxum o levou até a vila. O Orixá não teve outra escolha a não ser voltar a trabalhar como ferreiro.

Iansã e Obá deixam Ogum por Xangô

Iansã e Obá foram esposas de Ogum, mas ambas se apaixonaram pelos encantos de Xangô e o abandonaram.

Ogum e sua quizila de quiabo

Ogum não suporta quiabo porque foi devido a esse legume que ele perdeu uma batalha para o Orixá que ele mais detesta: Xangô.

Ela foi pego em uma armadilha, uma pasta feita com quiabo, preparada por Xangô, na qual ele pisou e escorregou durante a batalha, o que o levou a derrota.

História de São Jorge

Conhecido como “Grande Mártir” — e por ser o Santo que matou o dragão! —, Jorge nasceu na Capadócia, na Turquia, no século 3, e lutou como tribuno militar ao lado de soldados romanos a serviço do Imperador Diocleciano perseguindo cristãos.

Contudo, em um dado momento, Jorge se tornou avesso à ideia de lutar por um império opressor — que promovia o massacre dos seguidores do cristianismo —, e decidiu abandonar a carreira militar e se converter à nova religião.

Por conta disso, Jorge foi ameaçado, preso e torturado, e ao se negar a renunciar à sua fé e adorar os deuses do império, foi condenado à morte.

Dizem que durante o período em que esteve sob o poder de seus carrascos, Jorge nunca se queixou e suportou a todo o sofrimento ao que foi submetido com coragem e fé inabaláveis — o que teria levado a própria esposa do imperador a se converter ao cristianismo.

Assim, no dia 23 de abril do ano 303, Jorge foi condenado a ser arrastado por toda a cidade de Lida, na Palestina, e finalmente decapitado.

Consolidação de um mártir

No ano de 313, o imperador romano Constantino se converteu ao cristianismo e construiu uma igreja em honra a São Jorge.

Um século mais tarde já existiam diversas igrejas em seu nome espalhadas pela Europa, e só no Egito havia por volta de 40 templos dedicados ao mártir.

O culto a São Jorge teve início na Palestina praticamente junto com o próprio cristianismo, e o local onde o mártir foi sepultado se tornou um importante centro de peregrinação durante a época das Cruzadas.

A igreja que abrigava sua tumba foi destruída no século 12 a mando do sultão Saladino.

A festa em sua homenagem foi estabelecida pelo Concílio Regional de Oxford, na Inglaterra, no século 13 e, no século 14, o Rei Eduardo III adotou São Jorge como santo padroeiro do país — tanto que a cruz do mártir forma a bandeira inglesa e faz parte da bandeira do Reino Unido.

No início do século 15, o arcebispo de Canterbury decretou que a comemoração deveria ser tão festiva quanto o Natal. Mas a coisa não parou por aí…

Umbanda e São Jorge

Sua relação com essas religiões é fascinante! Com a chegada dos escravos africanos no Brasil, esses povos encontraram muita resistência para praticar suas próprias religiões e rituais por aqui.

Para contornar essa situação, os escravos começaram a adotar alguns santos da Igreja Católica para poder exercer suas crenças e, isso acabou por criar um sincretismo entre algumas divindades africanas e figuras do catolicismo.

Segundo as lendas, os africanos criavam seus altares e colocavam as estátuas dos santos católicos sobre eles, ao passo que guardavam representações de suas divindades sob essas estruturas.

Além disso, muitas vezes os donos das fazendas eram devotos de um santo determinado, e obrigavam seus escravos a adorar o mesmo personagem. Sendo assim, é por isso que é possível encontrar várias diferenças entre o sincretismo de santos e divindades pelo país.

Uma delas é São Jorge que, em alguns locais onde a Umbanda e o Candomblé são praticados, ele corresponde a Ogum, o orixá da guerra, muitas vezes invocado para abrir caminhos.

A lenda do dragão

Como você deve tr percebido nas imagens que ilustram esta matéria, São Jorge muitas vezes é retratado usando armadura e montado sobre um cavalo branco.

Além disso, ele também aparece empunhando uma lança e matando um dragão.

Mas, de onde é que surgiu essa representação?
Segundo a fábula, existia uma caverna nas imediações de um lago próximo à cidade de Silena, na Líbia, de onde um temível dragão saía para atacar as muralhas da localidade — aproveitando para “torrar” um bocado de gente com suas chamas.

Como os guerreiros do local não conseguiam se livrar do monstro, o povo, desesperado, começou a sortear pessoas para que elas fossem oferecidas como sacrifícios para que o dragão poupasse o resto da população.

No entanto, um belo dia a filha do Rei foi selecionada como vítima e, enquanto o pai a acompanhava desconsolado até a margem do lago, um valente cavaleiro apareceu. Vindo da Capadócia, Jorge partiu com seu cavalo para cima do dragão e, com sua lança em punho, amansou o assombroso bicho.

Aliviada por ter sobrevivido, a princesa levou o monstro preso a uma corrente até o interior da cidade, enquanto a população apavorada se trancava em suas casas.

Foi então que o corajoso cavaleiro assegurou a todos que tinha vindo em nome de Cristo para derrotar o dragão, e que todos deveriam se converter ao cristianismo e ser batizados.

As orações para Orixás têm muita força, mas são pouco conhecidas. Poucos sabem que orar para Ogum é orar para São Jorge e vice versa.

Devido ao seu forte sincretismo com São Jorge, as orações ao Orixá Ogum são as mesmas do Santo, entre elas está a mais forte e conhecida:

Oração de São Jorge

Ó São Jorge, meu guerreiro, invencível na Fé em Deus, que trazeis em vosso rosto a esperança e confiança abra os meus caminhos.
Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer algum mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrarão sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentarão sem o meu corpo amarrar.
Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, a Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meus inimigos. Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel cavalo meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós.
Ajudai-me a superar todo o desanimo e alcançar a graça que tanto preciso: (fazei aqui o seu pedido) Dai-me coragem e esperança fortalecei minha FÉ e auxiliai-me nesta necessidade. Com o poder de Deus, de Jesus Cristo e do Divino Espírito Santo. Amém!

São Jorge rogai por nós!

Duas orações para Ogum e São Jorge para abrir caminhos e quebra de demandas.

Oração para São Jorge
Ó São Jorge, meu Santo Guerreiro e protetor, invencível na fé em Deus, que por ele sacrificou-se, traga em vosso rosto a esperança e abri os meus caminhos. Com sua couraça, sua espada e seu escudo, que representam a fé, a esperança e a caridade, eu andarei vestido, para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me enxerguem e nem pensamentos possam ter, para me fazerem mal.
Armas de fogo ao meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrarão sem ao meu corpo chegar, cordas e correntes se arrebentarão sem o meu corpo tocar. Ó Glorioso nobre cavaleiro da cruz vermelha, vós que com a sua lança em punho derrotaste o dragão do mal, derrote também todos os problemas que por ora estou passando.
Ó Glorioso São Jorge, em nome de Deus e de Nosso Senhor Jesus Cristo estendei-me seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a vossa força e grandeza dos meus inimigos carnais e espirituais. Ó Glorioso São Jorge, ajudai-me a superar todo o desânimo e a alcançar a graça que agora vos peço (faça agora seu pedido justo).
Ó Glorioso São Jorge, neste momento tão difícil da minha vida eu te suplico para que o meu pedido seja atendido e que com a sua espada, a sua força e o seu poder de defesa eu possa cortar todo o mal que se encontra em meu caminho. Ó Glorioso São Jorge, dai-me coragem e esperança, fortalecei minha fé, meu ânimo de vida e auxiliai-me em meu pedido. Ó Glorioso São Jorge, traga a paz, amor e a harmonia ao meu coração, ao meu lar e a todos que estão em minha volta. Ó Glorioso São Jorge, pela fé que em vós deposito: guiai-me, defendei-me e protegei-me de todo o mal. Amém.

Oração para Ogum
Ogum, meu Pai – Vencedor de demanda,
Poderoso guardião das Leis,
Chamá-lo de Pai é honra, esperança, é vida.
Vós sois meu aliado no combate às minhas inferioridades.
Mensageiro de Oxalá – Filho de OLORUN.
Senhor, Vós sois o domador dos sentimentos espúrios,
depurai com Vossa espada e lança,
Minha consciente e inconsciente baixeza de caráter.
Ogum, irmão, amigo e companheiro,
Continuai em Vossa ronda e na perseguição aos
defeitos que nos assaltam a cada instante.
Ogum, glorioso Orixá, reinai com Vossa falange
de milhões de guerreiros vermelhos e
mostrai por piedade o bom caminho
para o nosso coração, consciência e espírito.
Despedaçai, Ogum, os monstros que habitam nosso ser,
Expulsai-os da cidadela inferior.
Ogum, Senhor da noite e do dia
e de mãe de todas as horas boas e más,
livrai-nos da tentação e apontai o caminho
do nosso Eu.
Vencedor contigo, descasaremos
na paz e na Glória de OLORUN.
Ogumhiê Ogum
Glória a OLORUN!

Saudação a Ogum
A saudação a Ogum é: Ògún ieé! Que possui o significado: Salve a Ogum, cabeça coroada. Também pode ser mencionada como Ogunhê.

Matérias importantes sobre os orixás:

Segue algumas músicas que cantores, que são filhos de Ogum, fizeram para homenageá-lo.

Zeca Pagodinho Ogum:

Zeca Pagodinho – Pra São Jorge:

Cavaleiro de Aruanda – Ronnie Von:

 

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